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Planeamento Orçamental

Como os Orçamentos Contínuos Substituíram o Planeamento Anual Rígido

A transição de orçamentos fixos para sistemas adaptativos que reduzem desperdício

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Gestão Financeira
Como os Orçamentos Contínuos Substituíram o Planeamento Anual Rígido

Trabalho com orçamentos empresariais desde 2008, e vi a mudança acontecer. As empresas gastavam meses a preparar orçamentos anuais que ficavam obsoletos em semanas.

O orçamento contínuo surgiu nos anos 1980 em empresas de tecnologia. A Hewlett-Packard foi uma das primeiras a testar ciclos trimestrais em vez de anuais.

Porquê a mudança aconteceu

Os orçamentos anuais criavam desperdício. Equipas gastavam em Dezembro porque o dinheiro desaparecia no novo ano fiscal.

Com orçamentos contínuos de 12 meses, cada trimestre adiciona três meses ao horizonte. A Unilever adoptou este modelo em 2016 e reduziu custos administrativos em 18 por cento.

O que mudou na prática

Antigamente, aprovar uma despesa em Março significava esperar até Janeiro seguinte. Agora, as empresas ajustam mensalmente.

A Diageo implementou revisões mensais em 2018. Conseguiram realocar 2,3 milhões de euros de projectos com baixo retorno para áreas mais rentáveis.

Três técnicas que funcionam

Orçamentos móveis adicionam um período à medida que outro termina. Orçamentos flexíveis ajustam-se ao volume real de vendas. Orçamentos de base zero recomeçam de zero periodicamente.

A Kraft Heinz combinou base zero com revisões trimestrais e poupou 1,7 mil milhões em dois anos. Não foi magia, foi disciplina.

Para quem gere dinheiro apertado, o sistema contínuo evita surpresas caras. Funciona porque responde à realidade, não a previsões de há 11 meses.

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