A consultora prometeu três meses. Levou nove. Isso foi em 2019, numa empresa de logística com 85 funcionários.
Mês um a três: preparação de dados
Limpámos cinco anos de registos financeiros. Encontrámos categorias duplicadas, centros de custo abandonados, despesas mal classificadas.
Esta fase determina tudo. A Carlsberg levou quatro meses só nisto antes de começar o orçamento móvel em 2020.
Mês quatro a seis: definir a mecânica
Decidimos períodos de revisão, quem aprova o quê, que variações são aceitáveis. Cada decisão gerou três reuniões.
Uma empresa de construção que assessorei saltou esta etapa. Seis meses depois, ninguém sabia quem autorizava despesas acima de 5 mil euros.
Mês sete a nove: primeiro ciclo completo
Rodámos o primeiro trimestre em paralelo com o orçamento anual antigo. Encontrámos 23 discrepâncias que exigiram correcções de processo.
A Danone fez isto durante seis meses antes de confiar totalmente no sistema novo. Custou mais tempo, poupou erros caros.
Mês dez a doze: ajustes e autonomia
As equipas começaram a propor alterações sem esperar por aprovação central. O tempo de resposta a mudanças de mercado caiu de 11 semanas para quatro.
A Nestlé reportou resultados semelhantes após um ano completo. O investimento inicial compensa quando as decisões aceleram e o desperdício diminui.
Para PME com menos de 30 pessoas, seis meses são realistas se houver dados limpos. Empresas maiores precisam de oito a 14 meses.